Este hábito muito simples faz bem ao coração (e não é exercício físico)

Escrito por em 2 de Fevereiro, 2026

A alimentação e a prática de exercício físico são essenciais para manter a saúde do coração, contudo, existe um outro hábito que faz bem e é muito simples, segundo um cardiologista.

Que o exercício físico faz bem ao coração já não é novidade, contudo, conforme realça o Today, há um outro hábito muito recomendado pelos especialistas: rir até às lágrimas.

O cardiologista Michael Miller revelou ao website que chega mesmo a prescrever esta atividade aos seus pacientes

Rir faz bem à saúde do seu coração!

Segundo Miller, rir às gargalhadas pode reduzir o risco de ataque cardíaco.

“Quando alguém se está a rir, não está em stress”, afirmou. “No mínimo, o que está a acontecer é que alguém está a neutralizar os efeitos do stress. Mas, na melhor das hipóteses, está a aumentar a dilatação dos vasos sanguíneos”, algo que faz bem ao coração.

Há ainda estudos que descobriram que rir diariamente estava associado a uma menor prevalência de doenças cardiovasculares. “O riso em si contribui para aumentar a longevidade e reduzir a incidência de doenças cardiovasculares”, notaram os investigadores.

Porque é que rir faz bem?

Quando nos rimos, libertamos endorfinas (neurotransmissores e analgésicos naturais) no cérebro, o que leva a uma série de efeitos cardioprotetores, afirma Miller, que tem vindo a estudar os efeitos do riso desde a década de 1990.

Ora, os recetores localizados no revestimento dos vasos sanguíneos são ativados, o que leva à libertação de óxido nítrico, uma substância química “muito valiosa” que causa a dilatação dos vasos sanguíneos e reduz a inflamação.

Isto faz com que os vasos sanguíneos se tornem mais flexíveis quando dilatados, melhorando o fluxo sanguíneo, aumentando a circulação e reduzindo a pressão arterial.

“De certa maneira, é muito semelhante ao exercício físico, porque o exercício também liberta endorfinas e dilata os vasos sanguíneos”, explica o médico.

Para além disso, o riso melhora o humor, tendo um impacto positivo na ligação coração/cérebro.


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