Ucrânia desmantela rede ligada à Rússia que planeava mortes na UE
Escrito por Crioula Fm em 28 de Abril, 2026
Uma operação internacional desmantelou uma rede ligada aos serviços de segurança russos que preparava assassinatos por encomenda, sabotagens e ataques em vários países da União Europeia (UE), divulgaram na segunda-feira os procuradores ucranianos.
De acordo com a Procuradoria-Geral da Ucrânia, a operação foi realizada em conjunto com investigadores da Polícia Nacional da Ucrânia e agências de vários estados europeus, noticiou o jornal Kyiv Post.
Os investigadores disseram que a rede começou a operar em agosto de 2024, com representantes dos serviços especiais russos a dirigir atividades a partir de fora da UE e a utilizar intermediários controlados para organizar atos violentos dentro dos Estados-membros.
As autoridades disseram ter identificado os organizadores, intermediários, financiadores e potenciais autores dos crimes planeados.
Um dos principais alvos era a Lituânia, mas os investigadores afirmaram que as atividades da rede se estendiam para além do país do Báltico, incluindo discussões sobre ataques contra militares e figuras públicas na Ucrânia e planos de sabotagem e provocações noutros Estados-membros da UE.
Os procuradores afirmaram que os suspeitos recolheram informações sobre instalações e equipamento militar destinados à Ucrânia, planearam ataques incendiários contra infraestruturas e realizaram sabotagens a uma empresa militar.
Os investigadores adiantaram também que os suspeitos realizaram vigilância secreta a longo prazo sobre duas pessoas, uma figura pública russa que tinha recebido asilo político na Lituânia e um cidadão lituano conhecido por apoiar a Ucrânia.
Cidadãos da Bielorrússia, Geórgia, Grécia, Letónia, Moldova, Rússia e Ucrânia também estiveram envolvidos em diversas funções, incluindo vigilância, recrutamento de atacantes, financiamento, logística e comunicações, segundo dados citados pelo jornal ucranianos.
Os suspeitos terão sido recrutados através de intermediários, incluindo pessoas com antecedentes criminais.
O financiamento das operações foi assegurado através de canais controlados pelos serviços de informação russos, utilizando documentos falsificados e contas registadas com identidades falsas para ocultar a origem dos fundos, afirmaram os procuradores.
No âmbito da operação internacional, as forças de segurança realizaram detenções e buscas em toda a UE.
As autoridades lituanas emitiram acusações contra 13 indivíduos, detiveram nove e emitiram mandados de detenção europeus para outros quatro.
Três suspeitos detidos no estrangeiro já foram extraditados para a Lituânia, enquanto outras duas transferências estão pendentes.
Os procuradores apontaram ainda que a rede envolvia dezenas de indivíduos e operava em vários países europeus.