Sul da China com mais dias de calor e tufões antecipados em 2025

Escrito por em 20 de Outubro, 2026

A região da Grande Baía, que inclui Macau, registou em 2025 “um panorama climático anómalo”, com mais dias com temperaturas elevadas e uma chegada de tufões antecipada, de acordo com um boletim anual para esta zona chinesa.

A região da Grande Baía, que inclui Macau, registou em 2025 “um panorama climático anómalo”, com mais dias com temperaturas elevadas e uma chegada de tufões antecipada, de acordo com um boletim anual para esta zona chinesa.

“O número médio anual de dias com temperaturas elevadas foi de 26,5 dias, o que representa 7,1 dias a mais do que a média habitual”, refere-se no relatório divulgado na segunda-feira pelas agências meteorológicas da província de Guangdong, Hong Kong e Macau.

“O panorama climático de 2025 para a Grande Baía é considerado anómalo”, acrescenta-se.

O documento indica que o primeiro tufão da época chegou “mais cedo do que o habitual” e que houve um elevado número de tempestades tropicais a afetar a região.

“Um total de 14 tufões alcançou terra ou afetou a Grande Baía, tendo prejudicado 2.095.000 pessoas, danificado 26.800 hectares de culturas e causado perdas económicas diretas de 9,89 mil milhões de yuan (1.316 mil milhões de euros)”, indica-se.

Os tufões são fenómenos recorrentes no Sudeste Asiático, quando as águas quentes do oceano Pacífico favorecem a formação de ciclones, e o sul da China é atingido todos os anos por dezenas dessas tempestades tropicais.

No final de março deste ano, os Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) de Macau não excluíram a possibilidade de o território ser afetado este ano por supertufões semelhantes ao Ragasa, a mais poderosa tempestade registada no planeta em 2025.

Segundo um estudo publicado em 2024, os tufões na região estão a formar-se em 2026 mais perto da costa do que no passado, intensificando-se mais rapidamente e permanecendo mais tempo sobre terra, em consequência das alterações climáticas.

De acordo com cientistas, as alterações climáticas estão a provocar fenómenos meteorológicos extremos mais frequentes e intensos em todo o mundo.

A Grande Baía é um projeto de Pequim que tem como objetivo criar uma metrópole mundial a partir das regiões administrativas especiais chinesas de Macau e de Hong Kong e outras nove cidades da província vizinha de Guangdong (Guangzhou, Shenzhen, Dongguan, Foshan, Zhongshan, Huizhou, Jiangmen, Zhuhai e Zhaoqing), onde habitam mais de 89 milhões de habitantes.

Ainda de acordo com o relatório referente a 2025, a precipitação média na Grande Baía foi de 2.056,9 milímetros, 7% acima da média habitual. Já durante a época de cheias, atingiu 1.917,8 milímetros, 22% superior à média habitual para o mesmo período.

Os desastres meteorológicos na região afetaram 2.833.000 pessoas e causaram duas mortes no ano passado, tendo as “perdas económicas diretas totalizado pelo menos 16,39 mil milhões de yuan (2.181 mil milhões de euros)”, concluiu o relatório.

Ainda em relação a Macau, o território registou a temperatura máxima mais baixa entre as principais estações meteorológicas analisadas da região, fixando o pico extremo anual em 35,3 °C. Ainda assim, em 2025, o número de dias com temperaturas superiores a 32,6 °C ascendeu a 37, o que representa um aumento de 5,7 dias face à média anual de 31,3 dias.


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