Drones ucranianos atingem infraestruturas petrolíferas na Rússia

Escrito por em 10 de Julho, 2026

Vários ataques com drones atingiram hoje infraestruturas petrolíferas no sul da Rússia, provocando um incêndio numa refinaria da região de Krasnodar, informaram as autoridades russas, que anunciaram também a destruição de 376 drones ucranianos durante a madrugada.

“Na sequência da queda de destroços de drones, deflagrou um incêndio na refinaria de Ilsky”, indicou o comando operacional da região de Krasnodar na plataforma Telegram, acrescentando que não houve vítimas.

O governador da região de Rostov, Iuri Slioussar, também no sul da Rússia, informou que duas instalações de armazenamento de hidrocarbonetos em Azov ficaram em chamas após ataques.

Estes novos ataques contra infraestruturas petrolíferas ocorrem num momento em que o país enfrenta dificuldades de abastecimento de combustível, particularmente graves na vizinha península da Crimeia.

Entre as 20:00 de quinta-feira (18:00, de Lisboa) e as 07:00 de sexta-feira (5:00, hora de Lisboa), as forças russas destruíram 376 drones ucranianos, segundo o Ministério da Defesa russo na rede de mensagens Max.

A Rússia continua a bombardear quase diariamente a Ucrânia, mais de quatro anos após o início da guerra — o pior conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial — sem que haja até agora uma saída diplomática.

Dados preliminares da ONU mostraram que junho foi o mês mais violento para a população civil ucraniana desde o início da guerra, com pelo menos 265 pessoas mortas e 1.816 feridas.

Desde o início da invasão em grande escala da Ucrânia pela Federação Russa, em fevereiro de 2022, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos verificou que, pelo menos, 16.402 civis, incluindo 802 crianças, foram mortos na Ucrânia. Além disso, 48.428 civis, incluindo 2.948 crianças, ficaram feridos.

A Ucrânia, por seu lado, intensificou as ofensivas em território russo, muitas vezes longe da fronteira, visando sobretudo infraestruturas de transporte e armazenamento de hidrocarbonetos, para tentar reduzir a capacidade de Moscovo financiar o esforço de guerra.

Nos últimos meses, o Conselho de Segurança da ONU reuniu-se frequentemente para discutir os desenvolvimentos na Ucrânia ou os efeitos colaterais da guerra, realizando quatro reuniões apenas em junho.


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