“São escumalha”. Donald Trump afirma que cessar-fogo no Irão “acabou”
Escrito por Crioula Fm em 8 de Julho, 2026
“São pessoas doentes”, diz, presidente dos Estados Unidos.
Donald Trump afirmou esta quarta-feira que acredita que o cessar-fogo com o Irão “acabou”, depois de Washington e Teerão terem trocado novos ataques na sequência de supostos ataques no Estreito de Ormuz.
Questionado sobre o Memorando de Entendimento para pôr fim à guerra, o presidente dos Estados Unidos disse: “No que a mim me diz respeito, acabou”, respondeu Donald Trump aos jornalistas à margem da cimeira da NATO, que termina hoje em Ancara, capital da Turquia.
“Não quero ter mais nada a ver com eles. São escumalha… são pessoas doentes. São liderados por pessoas doentes e são pessoas cruéis e violentas. E se tivessem uma arma nuclear, usá-la-iam”, atirou, em seguida.
As afirmações surgem horas depois de as forças armadas norte-americanas terem lançado uma série de ataques contra alvos iranianos, em retaliação por a República Islâmica ter atingido três navios mercantes em águas próximas de Omã.
O Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês) confirmou ter levado a cabo “poderosos ataques” noturnos contra mais de 80 alvos em território iraniano, “para impor penalizações elevadas [ao Irão], por atacar navios mercantes tripulados por civis inocentes numa via navegável internacional”.
“A agressão demonstrada pelo Irão foi injustificada, perigosa e uma clara violação do cessar-fogo”, indicou o comunicado, divulgado nas redes sociais.
Segundo o Centcom, mais de 60 pequenas embarcações da Guarda da Revolução Islâmica do iranianas foram atacadas “para reduzir a capacidade do Irão de continuar a atacar o comércio internacional que flui através do corredor comercial internacional”.
Mais tarde, a Guarda da Revolução Islâmica iraniana disse ter atingido 85 instalações militares norte-americanas no Kuwait e Bahrein, como resposta ao que disse ter sido uma “violação clara” do acordo de cessar-fogo.
Entretanto, esta quarta-feira, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, considerou que os últimos ataques norte-americanos no Irão foram “absolutamente necessários”, manifestando o desejo de que os aliados reafirmem “que o Irão não deve, em caso algum, adquirir capacidade nuclear”.