Reclama de horas de trabalho e é esfaqueado pelo patrão em Espanha
Escrito por Crioula Fm em 3 de Julho, 2026
A Polícia Nacional deteve o dono de um restaurante, em Espanha, que é suspeito de agredir com uma faca um funcionário que reclamou das horas excessivas de trabalho. A vítima sofreu um corte no joelho esquerdo com cerca de 15 centímetros.
Um homem foi detido pela Polícia Nacional, em Playa de Palma, Espanha, por ser suspeito de agredir com uma faca um funcionário de um restaurante que terá reclamado das horas excessivas de trabalho.
Tudo aconteceu na madrugada de terça-feira, dia 30 de junho, quando os serviços de emergência receberam um alerta para uma agressão. A chamada foi feita pelo próprio agressor, dono do restaurante, que confessou ter esfaqueado um funcionário.
No local, a polícia deparou-se com a vítima que tinha sofrido um corte de cerca de 15 centímetros de comprimento e três centímetros de profundidade no joelho esquerdo.
O proprietário do restaurante já não se encontrava no local, mas acabou por ser localizado. Às autoridades, o ferido contou que tinha discutido com o patrão porque, alegadamente, obrigava os funcionários a trabalhar cerca de 16 horas por dia, notando ainda que eram o chefe era “desrespeitador” e “violento” no trabalho.
A vítima referiu ainda que, num acesso de raiva, o patrão foi até à cozinha, pegou numa faca e cortou o joelho do funcionário. Versão que foi comprovada pelas testemunhas que se encontravam no local quando o incidente aconteceu, explica o jornal espanhol OK Diario.
O dono do restaurante acabaria por regressar ao local e, numa tentativa de se inocentar, alegou que o funcionário se tinha cortado acidentalmente na perna partida de uma cadeira do estabelecimento.
O depoimento do patrão acabou por ser contrariado por um dos funcionários, tendo explicado que o dono do estabelecimento atacou a vítima com a cadeira e depois dirigiu-se à cozinha para ir buscar uma faca.
Após as diligências, as autoridades apuraram que, de facto, existia uma cadeira com a perna partida, mas que não tinha vestígios de sangue e, portanto, o funcionário não se poderia ter cortado ali.
O dono do restaurante foi detido e a vítima foi assistida no local, mas, tendo em conta a gravidade do ferimento, foi necessário ser transportado para o hospital.