Vários países expressam solidariedade e oferecem ajuda a Venezuela

Escrito por em 25 de Junho, 2026

Vários países e governos autónomos expressaram hoje solidariedade e ofereceram ajuda à Venezuela após os dois sismos que atingiram na quarta-feira o país sul-americano.

Vários países e governos autónomos expressaram hoje solidariedade e ofereceram ajuda à Venezuela após os dois sismos que atingiram na quarta-feira o país sul-americano, provocando pelo menos 32 mortos e mais de 700 feridos.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, afirmou hoje que o seu país está pronto para ajudar a Venezuela.

“Estou profundamente consternado com a devastação causada pelos violentos sismos na Venezuela. Rezamos pela rápida recuperação dos feridos e solidarizamo-nos com todos os afetados (…). A Índia está pronta para prestar toda a assistência possível”, disse Modi em um comunicado.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, expressou hoje as suas condolências às famílias das vítimas dos dois sismos que atingiram a Venezuela.

“Estou profundamente entristecido pela devastação e pelas perdas de vidas causadas pelos sismos na Venezuela. Em nome do povo do Paquistão, apresento as nossas mais sinceras condolências ao Governo e ao povo da Venezuela, especialmente às famílias das vítimas”, declarou Sharif.

“Rezamos pelos feridos e solidarizamo-nos com todos os afetados neste momento difícil e desafiante”, acrescentou o primeiro-ministro paquistanês.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, manifestou hoje o seu apoio e o de Espanha ao povo venezuelano “após os devastadores terramotos” que atingiram o país nas últimas horas.

“Os nossos pensamentos estão com as vítimas e as suas famílias”, declarou o primeiro-ministro espanhol numa mensagem publicada na rede social X.

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol indicou que a embaixada e o consulado de Espanha em Caracas estão “em pleno funcionamento” para garantir “o bem-estar dos residentes espanhóis no país”.

O Governo espanhol explicou ainda que está em contacto com as autoridades “para avaliar as necessidades” e manifestou a sua “total disponibilidade para enviar toda a ajuda de emergência necessária”.

O presidente da região autónoma espanhola das Canárias, Fernando Clavijo, suspendeu todos os seus compromissos agendados hoje para acompanhar a situação na Venezuela.

Segundo o seu gabinete, Clavijo “está em contacto constante com as autoridades competentes para se manter informado sobre os desenvolvimentos e avaliar qualquer potencial impacto na comunidade originária da ilha espanhola [cerca de 70 mil pessoas] residente no país” sul-americano.

“Só posso expressar a minha tristeza e pesar pelas trágicas consequências dos sismos que atingiram a Venezuela há algumas horas”, declarou o presidente das Canárias nas redes sociais.

“Em nome do Governo das Canárias, queremos solidarizar-nos com a nossa nação irmã e especialmente com os milhares de canários que lá vivem e as suas famílias. Todo o meu amor e solidariedade para com a Venezuela neste momento difícil”, afirmou Clavijo.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, apresentou as suas “sinceras condolências” e expressou a sua “solidariedade ao governo e ao povo irmão da República Bolivariana da Venezuela pelas vidas perdidas e pelos danos causados pelo terramoto”.

“Os profissionais de saúde cubanos no local estão totalmente mobilizados e a prestar assistência médica à população afetada”, acrescentou Bruno Rodríguez.

“A China está pronta para prestar toda a assistência possível, de forma adequada e de acordo com as necessidades do lado venezuelano”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Guo Jiakun. Pequim não foi informada de nenhuma vítima na comunidade chinesa, disse durante uma conferência de imprensa regular.

Os Estados Unidos, Itália, inúmeros países latino-americanos, outras nações e organismos internacionais, já se solidarizaram e ofereceram ajuda à Venezuela.

A presidente interina da Venezuela anunciou que 32 pessoas morreram e mais de 700 ficaram feridas na sequência dos dois sismos, de magnitude 7,2 e 7,5 na escala de Richter, que atingiram o norte do país na quarta-feira. Delcy Rodríguez alertou que estes números não incluem o total de vítimas no estado de La Guaira, que descreveu como uma “zona de desastre” com “dezenas de edifícios desabados”.


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