Carlos Queiroz deixa Inglaterra-Gana em brasa: “Futebol é para corajosos”

Escrito por em 24 de Junho, 2026

Carlos Queiroz protagonizou um ‘bate-boca’ com Jude Beelingham, no nulo entre Inglaterra e Gana, da segunda jornada do Mundial. No entanto, não se ficou por aqui, com Harry Kane e Thomas Tuchel ao barulho.

 

O Gana surpreendeu, esta terça-feira, tudo e todos, ao ‘resgatar’ um nulo diante de Inglaterra, que, aliado ao triunfo conquistado na jornada inaugural do Grupo L do Campeonato do Mundo, sobre o Panamá, por 1-0, o deixa a um curto passo de carimbar o passaporte para os 16avos de final.

No Gillette Stadium, em Foxborough, no estado norte-americano do Massachusetts, aquilo que faltou em golos sobrou em… tensão, tendo o primeiro ‘pico’ sido atingido à beira do apito para o intervalo, quando Jude Bellingham cometeu uma falta dura sobre Jerome Opoku, que foi prontamente assinalada pelo árbitro hondurenho Héctor Martínez.

O lance teve lugar a escassos metros do banco de suplentes onde estava sentado Carlos Queiroz, que prontamente se levantou para ‘puxar as orelhas’ ao médio britânico, tendo sido necessária a intervenção, de um lado, dos suplentes da seleção africana, e, do outro, de Morgan Rogers, para serenar os ânimos.

Na conferência de imprensa que se seguiu ao apito final, o treinador português deu a sua versão dos acontecimentos: “Ele teve uma má reação, com alguns nomes feios, e foi por isso que a história começou. A minha intenção era dizer-lhe que se acalmasse com aquela entrada. Podia ter sido um segundo cartão amarelo e respetivo vermelho, porque entrou de sola no meu jogador”.

“Não foi nada de especial. Foi apenas um momento emotivo, um momento no qual ele proferiu uma palavra que não está no livro da vida. que poderia criar um pequeno incêndio, mas, imediatamente, como profissionais, recuámos. O futebol é algo feito para pessoas corajosas, não por pessoas que dançam de fato”, atirou.

Thomas Tuchel, por seu lado, fez questão de sair em defesa do jogador do Real Madrid: “Penso que é normal. Foi uma troca de emoções, e o Jude defendeu-se a ele próprio e a nós, enquanto equipa. Não há problemas com isso. Estivemos muito calmos, ao intervalo. Sabíamos que as emoções fazem parte do jogo, mas não quisemos distrair-nos e envolver-nos com coisas que não nos ajudam”.

Harry Kane também ao ‘barulho’

No entanto, a ‘troca de galhardetes’ não se ficou por aqui. Perante os jornalistas, Carlos Queiroz alegou, ainda, que o Gana “tinha apanhado Inglaterra, ao intervalo, do ponto de vista físico e mental”. Algo que foi prontamente rejeitado pelo capitão de Inglaterra, Harry Kane, na zona de entrevistas rápidas da rádio britânica talkSPORT.

“Não tenho tanta certeza quanto a isso. Não sei o que é que ele quis dizer com isso. Toda a gente estava bastante calma ao intervalo, para ser sincero. Tínhamos apenas de ter um pouco mais de paciência e fazer movimentar a bola um pouco mais rapidamente. Quando jogas contra estas equipas, elas fazem de tudo para abrandar o jogo, cometer faltas, queimar tempo…”, referiu.

“É o que é. Já defrontámos adversários duros como este pelos nossos clubes e pelo nosso país. Não podemos culpá-los por isso, é apenas o nível de qualidade em que eles estão, mas conquistaram um ponto e merecem os créditos. Agora, cabe-nos seguir em frente e, esperamos, terminar o grupo com uma vitória [sobre o Panamá], no sábado”, completou.


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