O pós-tiroteio na gala de imprensa nos EUA: Houve quem “roubasse” vinho

Escrito por em 27 de Abril, 2026

Um vídeo partilhado nas redes sociais mostra o momento em que uma mulher, identificada como membro da imprensa, pega em duas garrafas após o tiroteio. Nas redes sociais há várias reações. Há quem chame a situação de “repugnante” e critique os jornalistas e há também quem diga que o vinho não se deveria desperdiçar.

O tiroteio que aconteceu durante o jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca foi um dos momentos que marcou o fim de semana. O ataque não fez mortos e o presidente dos EUA, Donald Trump, já garantiu, entre outras declarações, que “não estava preocupado”. As câmaras captaram vários momentos, e um dos mais recentes mostra um alegado furto de vinho.

Um vídeo partilhado nas redes sociais, e que pode ver acima, mostra o momento em que três pessoas tiram uma selfie com garrafas na mão e, ao redor da mesma mesa, uma mulher pega numa garrafa de vinho e noutra de champanhe, aparentemente pronta a levá-las consigo.

Para além das imagens partilhadas nas rede sociais, também a imprensa internacional tem escrito sobre isso, apelidando até o caso com “Wine-gate”, numa referência ao caso “Watergate”, um grande escândalo político nos EUA que envolveu a administração do presidente Richard Nixon e que foi denunciado na sequência de uma investigação jornalística levada a cabo pelo jornal The Washington Post.

 

Nas redes sociais, há utilizadores que se dividem sobre o que aquela imagem significa. “Então, aqui está um membro da imprensa a roubar garrafas: é isto que os jornalistas são. Repugnante”, apontou.

Um outro utilizador foi da mesma opinião, escrevendo que “não achava graça”  e que mostrava “quem são os jornalistas”. “Alguém tentou disparar naquele sítio e eles estão completamente alheios a isso”, acrescentou.

Houve, no entanto, quem brincasse com a situação, questionando: “O presidente não morreu. Por que razão se haveria de deixar bom vinho na mesa?”

Veja o vídeo na galeria acima.

Um outro momento também captou a atenção da internet, dado que, enquanto o salão era evacuado, já depois do tiroteio, este homem manteve-se no espaço, sentado no seu lugar, e a comer.

 

O que se passou?

No sábado, a gala anual dos correspondentes da Casa Branca, em Washington, ficou marcada por um tiroteio, durante o discurso de boas-vindas.  Sentado à mesa de honra, num palco elevado, Trump, de 79 anos, permaneceu inicialmente sem reação. Já centenas de jornalistas, ministros, diplomatas e personalidades de toda a esfera política de Washington, que no minuto anterior conversavam educadamente, abrigaram-se debaixo das mesas ou deitaram-se no chão.

Equipas de segurança, de armas em punho, tomaram posição no palco onde Trump estava sentado ao lado da primeira-dama, Melania, do vice-presidente, JD Vance, e de outros convidados, que foram rapidamente retirados.

“Que noite em Washington. Os Serviços Secretos e as forças da lei fizeram um trabalho tremendo. Agiram com rapidez e coragem”, escreveu o republicano no sábado à noite, na rede social que detém, Truth Social.

Quem é o suspeito?

Cole Tomas Allen, de 31 anos, é o suspeito de ter aberto fogo, no sábado, no hotel onde decorria o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca. Residente na Califórnia, é professor, terá agido sozinho e não tem antecedentes criminais.

Cole Tomas Allen, acrescenta o canal, é professor e desenvolve videojogos. De acordo com o perfil no LinkedIn, formou-se no California Institute of Technology em 2017 – em Engenharia Mecânica – tendo, no ano passado, terminado um mestrado em Computação pela California State University-Dominguez Hills.

Já segundo registos da Comissão Eleitoral Federal, doou 25 mil dólares para a campanha de Kamala Harris, adversária de Donald Trump, nas presidenciais de 2024.

Na noite de ontem, Donald Trump descreveu o suspeito após o tiroteio em Washington como um “potencial assassino”, que tinha várias armas quando foi detido pelos Serviços Secretos, no exterior do jantar anual: “Esta não é a primeira vez nos últimos anos que a nossa República é atacada por um potencial assassino que procurava matar”, afirmou, em conferência de imprensa.

O republicano descreveu também o atirador como “um louco” e “uma pessoa com problemas graves”, garantindo que este agiu sozinho e chamando-lhe “lobo solitário”.


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