Após AVC, pianista reinventa-se e volta aos palcos e toca só com uma mão
Escrito por Crioula Fm em 21 de Abril, 2026
Após um problema de saúde ter mudado a sua vida, e ter posto a sua carreira em risco, o pianista sul coreano volta aos palcos e mostrou como conseguiu dar a volta à sua nova condição física.
Em 2012, o pianista sul-coreano Lee Hoon sofreu um AVC que deixou a parte direta do seu corpo paralisada. Conseguir voltar a andar tornou-se no seu único objetivo de vida, tendo-se mentalizado de que voltar a tocar piano seria uma missão impossível. Porém, não foi bem assim.
Lee Hun conseguiu reinventar-se e voltou recentemente aos palcos. No próximo mês espera-lhe um momento único.
Vida mudou em 2012
Em agosto de 2012, Lee, na altura aluno na escola de música da Universidade de Cincinnati, ficou inconsciente de forma repentina em sua casa.
O homem sobreviveu após uma cirurgia complexa, mas o AVC que sofreu danificou cerca de 60% do hemisfério esquerdo do seu cérebro. Não conseguia mover o braço e a perna direitos.
Foi posteriormente levado de volta para a Coreia do Sul numa cadeira de rodas, crente de que a sua vida não voltaria a ser mesma.
“Depois do AVC, nem sequer imaginava tocar piano. Só pensava se conseguiria voltar a ficar de pé”, confessou.
Música voltou à sua vida
Porém as coisas não seriam tão más quanto imaginava. Lee conseguir voltar a sentar-se frente a um piano depois de um mentor lhe ter falado da existência de um vasto repertório de peças para piano apenas para quem toca com a mão esquerda. O homem decidiu assim reinventar-se enquanto artista, tornando-se num conceituado pianista de uma só mão, noticia a Associated Press.
Após um treino exaustivo, regressou aos palcos, dando recitais como o único pianista profissional da Coreia do Sul conhecido por tocar exclusivamente com a mão esquerda. E agora prepara-se para um grande evento.
Lee Hun vai subir a palco na companhia de uma orquestra num festival de musica internacional no próximo mês.
“Estou tão, tão nervoso que acho que vou morrer”, afirmou o músico, de 54 anos, durante uma entrevista recente à Associated Press na sua casa em Seul. “É apenas um concerto, mas trabalhar com uma orquestra tem as suas próprias dificuldades”, assume.