Ucrânia. ONU espera que esforços de EUA promovam retomada de conversações

Escrito por em 9 de Setembro, 2026

As Nações Unidas manifestaram hoje a esperança de que os esforços de mediação dos Estados Unidos levem “a um reinício das negociações” entre a Rússia e a Ucrânia.

O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, afirmou que o secretário-geral da ONU, António Guterres, “espera que as iniciativas mais recentes levem à retomada das negociações entre a Ucrânia e a Rússia, abrindo caminho para um cessar-fogo imediato, total e incondicional que resulte numa paz justa, abrangente e duradoura”.

Guterres insistiu que a paz “deve estar em conformidade com o direito internacional, incluindo a Carta da ONU e as resoluções relevantes da ONU”, reiterando que a organização “está pronta para apoiar todos os esforços significativos que visem esse fim”.

Além disso, o porta-voz observou que Guterres “continua profundamente preocupado com os ataques contínuos a civis e às infraestruturas civis, tanto na Ucrânia como na Rússia”, pedindo às partes que cessem as agressões “imediatamente”.

“Apelou ainda aos dois países que garantam as condições propícias à continuidade dos esforços diplomáticos”, concluiu Dujarric.

Steve Witkoff, enviado especial do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na segunda-feira que houve “progressos substanciais” durante as visitas a Moscovo e Kiev – que aconteceram no fim de semana e nas quais esteve acompanhado pelo enviado Jared Kushner -, com o objetivo de reiniciar as negociações para colocar um fim à guerra.

Após as visitas, decorreu na terça-feira um novo contacto telefónico entre o Presidente russo, Vladimir Putin, e Donald Trump, que discutiram o conflito na Ucrânia com “extrema franqueza”, segundo a diplomacia de Moscovo.

O Presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, afirmou na terça-feira que os negociadores russos, ucranianos e norte-americanos podem vir a reunir-se em breve para discutir uma solução pacífica. No entanto, a Rússia mostrou-se mais reticente, avaliando na segunda-feira que era “demasiado cedo” para falar concretamente sobre um eventual encontro, enquanto a troca de ataques continuam entre os dois países.

Pelo menos quatro pessoas morreram na Rússia, incluindo uma criança, na sequência de ataques ucranianos com drones, tendo as forças de Moscovo abatido 596 aparelhos aéreos ucranianos durante a última noite em 10 regiões e na Península da Crimeia anexada.

Os ataques ucranianos atingiram sobretudo a cidade portuária russa de Novorossiysk, no Mar Negro; a região de Krasnodar, no sul da Rússia, onde “quatro pessoas, incluindo uma criança, morreram” e outras 29 ficaram feridas, disse o governador regional, Veniamin Kondratyev.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 anexando a Península da Crimeia e lançou uma ofensiva de grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022.


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