Iémen: 3 membros das forças governamentais mortos em ataque de Hutis
Escrito por Crioula Fm em 7 de Agosto, 2026
Pelo menos três membros das forças governamentais foram hoje mortos no centro do Iémen num novo ataque dos rebeldes Hutis, disse uma fonte militar iemenita citada pela agência de notícias francesa AFP.
Um ataque com drones na província de Marib fez “três mortos e quatro feridos, segundo um balanço preliminar”, adiantou a mesma fonte, que pediu o anonimato devido à delicadeza do assunto, após ataques na quinta-feira terem matado pelo menos 58 soldados, um número sem precedentes em quatro anos de cessar-fogo.
A retoma do confronto no Iémen, que começou em 2014, estabelece uma nova etapa no conflito regional, já marcado pela guerra entre os Estados Unidos e o Irão.
Os Hutis, que são apoiados pelo Irão, alegaram que o ataque de quinta-feira foi uma retaliação ao que descreveram como o recente reforço das tropas iemenitas apoiadas pela Arábia Saudita.
Segundo um oficial militar, estes foram os ataques mais mortíferos desde o cessar-fogo de 2022, que pôs fim a mais de sete anos de uma guerra devastadora no país mais pobre da Península Arábica.
Os ataques tiveram como alvo um acampamento militar na província de Marib, no centro do país, bem como outros na província de Hadramout, perto da fronteira com a Arábia Saudita, afirmou.
Os Huthis reivindicaram a autoria dos ataques.
“As nossas forças armadas realizaram uma operação em grande escala visando concentrações de tropas inimigas”, disse o porta-voz militar dos Hutis, Yahya Saree, denunciando “um significativo reforço militar saudita”.
O porta-voz avisou ainda que os rebeldes estão “prontos para uma possível escalada do conflito”.
Na Arábia Saudita, a coligação liderada por Riade acusou os Hutis de realizarem “bombardeamentos contra alvos civis” na região fronteiriça de Najran.
Estes ataques fizeram 11 feridos, incluindo uma criança de quatro anos, dois egípcios, um iemenita e um paquistanês – o maior número de vítimas de ataques Hutis ao reino saudita dos últimos anos.
A coligação “continuará a tomar todas as medidas dissuasoras necessárias contra estes ataques terroristas, de forma a garantir a proteção dos civis”, alertou o seu porta-voz, o general Turki al-Maliki, num comunicado divulgado pela agência noticiosa oficial saudita.