Homem guardou corpo da mãe em congelador durante 3 anos. Foi condenado
Escrito por Crioula Fm em 4 de Agosto, 2026
Christopher Phillips, de 60 anos, foi condenado a 28 meses de prisão depois de ter mantido o corpo da mãe no congelador durante cerca de três anos, no País de Gales. A mãe adotiva morreu em 2023.
Um homem foi condenado a 28 meses de prisão, na segunda-feira, por ter mantido o corpo da mãe no congelador durante cerca de três anos, no País de Gales, enquanto recebia milhares em benefícios sociais. A mulher, de 89 anos, morreu em março em 2023.
Christopher Phillips, de 60 anos, confessou que impediu o enterro legal da mãe adotiva e que cometeu fraude depois de ter recebido aproximadamente 80.000 libras (cerca de 93.384 euros) em benefícios sociais, uma vez que não comunicou o óbito.
Dois dias depois, Phillips comprou um congelador, onde guardou o corpo coberto com uma manta na sala de casa.
A descoberta do corpo da idosa aconteceu depois de vários profissionais de saúde terem-se mostrado preocupados por não verem a mulher desde setembro de 2022, tendo decidido alertar as autoridades.
Em fevereiro deste ano, a polícia deslocou-se até à habitação de Phillips e da mãe para fazer buscas, tendo encontrado o congelador com várias flores e, no interior, o corpo com um cartão de aniversário: “Para a mãe, de Christopher e Tina”.
Durante cerca de três anos, o homem continuou a receber a pensão e outros benefícios da idosa, tendo usado o dinheiro para pagar faturas do cartão de crédito e dívidas.
A imprensa britânica noticiou que Christopher Phillips contou a um psiquiatra que “não a queria deixar ir” [a mãe] e que dormia na divisão onde se encontrava o congelador para estar perto da mãe.
Por sua vez, os advogados de defesa afirmaram que Phillips tinha um relacionamento “muito próximo” com a mãe adotiva e não conseguia aceitar a morte dela.
Presente a tribunal, Christopher Phillips foi condenado a dois anos e quatro meses de prisão. A juíza afirmou que a mãe adotiva sofreu “a indignidade de ser mantida num congelador durante três anos” enquanto o filho se aproveitava do dinheiro que era destinado à idosa.