Sri Lanka deve preparar-se para seca severa nos próximos dois meses
Escrito por Crioula Fm em 23 de Julho, 2026
O Sri Lanka deverá preparar-se para uma seca severa nos próximos dois meses, em antecipação de possíveis inundações devastadoras causadas pelo fenómeno climático El Niño, alertou hoje o ministro do Ambiente.
Instando os agricultores a iniciarem a plantação de arroz no início de outubro, duas semanas antes do previsto, para proteger as culturas das cheias, o ministro do Ambiente do Sri Lanka, Dhammika Patabendi, alertou para eventos climáticos extremos, depois de no início do mês especialistas terem referido que a expectativa de que o El Niño bata recordes de intensidade neste país.
As preocupações são com possíveis secas, inundações e outros eventos climáticos extremos.
O governo do Sri Lanka deve também garantir reservas adequadas de água para irrigação e consumo humano, uma vez que as autoridades preveem uma seca severa até ao final de setembro, acrescentou o ministro.
Patabendi pediu, ainda, aos residentes desta ilha do Sul da Ásia que poupem água potável, uma vez que se prevê escassez nos próximos dois meses.
O governo ainda não quantificou as perdas que o fenómeno El Niño poderá causar à economia do Sri Lanka, mas criou uma ‘task force’ interministerial para mitigar o impacto.
As reservas hidroelétricas do país estavam a 57% da sua capacidade, disseram as autoridades.
As fortes chuvas podem provocar deslizamentos de terras nas regiões montanhosas, que já foram severamente afetadas em novembro pelo devastador ciclone Ditwah.
O ciclone fez 643 mortos, dezenas de milhares de desalojados e causou prejuízos estimados pelo Banco Mundial em mais de quatro mil milhões de dólares.
As piores inundações do século no Sri Lanka, em 2003, causaram 254 mortes.
Segundo os cientistas, o aquecimento global causado pela atividade humana torna os fenómenos meteorológicos extremos mais frequentes, mais mortíferos e mais destrutivos.
Para cada grau adicional, a atmosfera pode conter mais 7% de humidade, com precipitações mais intensas, alertam os especialistas.