Bombardeamentos norte-americanos causam 14 mortos e 78 feridos no Irão

Escrito por em 9 de Julho, 2026

Pelo menos 14 pessoas morreram e 78 ficaram feridas nos ataques dos Estados Unidos contra o Irão nos últimos dois dias, que motivaram a retaliação de Teerão com drones contra alvos no Kuwait, Qatar e Bahrein.

Segundo o porta-voz do Ministério da Saúde iraniano, Hosein Kermanpour, os bombardeamentos norte-americanos atingiram cinco províncias nos dias 08 e 09 de julho, apesar do cessar-fogo em vigor, causando as vítimas agora confirmadas.

A agência oficial Irna acrescentou que uma ofensiva na província de Khuzestan provocou três mortos e vários feridos na periferia da cidade de Ahvaz.

Os meios de comunicação estatais iranianos anunciaram que, em resposta, o exército da república islâmica visou um sistema de mísseis Patriot no Kuwait, um sistema de alerta precoce no Qatar e depósitos de combustível no Bahrein, utilizando “um grande número de drones kamikaze de diferentes tipos”.

Os Guardas da Revolução Islâmica confirmaram igualmente ataques contra bases norte-americanas no Kuwait e Bahrein.

Os Estados Unidos justificaram as ofensivas com uma alegada violação por parte do Irão dos compromissos assumidos no acordo provisório assinado a 17 de junho, que permitiu a reabertura do Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo e gás liquefeito mundial.

O chefe da diplomacia francesa, Jean-Noël Barrot, acusou o Irão de ter “violado os seus próprios compromissos” ao atacar navios em águas territoriais de Omã, apelando ao “fim destas manobras” para que as negociações possam prosseguir.

Na sequência das ofensivas, a televisão estatal iraniana reportou a suspensão da ligação ferroviária entre Teerão e Machhad, após um “ataque criminoso do inimigo américo-israelita” contra a linha. Foram mobilizadas equipas para reparar os danos e transportes rodoviários para os passageiros bloqueados.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou na quarta-feira que o cessar-fogo “já não se mantém”, embora tenha assegurado que os novos confrontos terminariam “muito rapidamente”.

Teerão insiste em impor taxas de navegação no Estreito de Ormuz, posição rejeitada por Washington e pelos países árabes do Golfo.

Entretanto, o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou que o país “não precisa de permissão” para manter tropas no sul do Líbano – peça fundamental num eventual futuro acordo de paz definitivo – e garantiu que o exército permanecerá na zona até que o Hezbollah seja desarmado.

Desde 02 de março, os ataques israelitas ao Líbano provocaram pelo menos 4.301 mortos e 12.199 feridos, enquanto o Hezbollah matou 37 militares israelitas e dois civis em zonas próximas da fronteira.


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