Dermatologista revela como aumentar produção de colagénio após os 50 anos

Escrito por em 9 de Junho, 2026

Com o avançar da idade, a produção de colagénio deixa de ser igual. Desta forma, a pele acaba por ficar mais flácida e as rugas aparecem. Ainda assim, existem formas de conseguir envelhecer melhor. Saiba o que diz uma dermatologista.

Pele seca, rugas e menos elasticidade. Com o passar dos anos este acaba por ser um efeito natural da perda de colagénio. No caso das mulheres, a entrada na menopausa está em muito relacionada com esta questão já que o estrogénio está também ligado à produção de colagénio. Um dermatologista revela como pode aumentar a produção de colagénio a partir dos 50 anos.

Ao Metrópoles, Andressa Varga começou por explicar o que está em causa quando a produção de colagénio cai com o avançar da idade. Revela que as mulheres são afetadas pela entrada na menopausa.

Pele: O que acontece com o passar dos anos

“A menopausa acelera a perda de colagénio porque há queda importante do estrogénio, a hormona que participa da atividade dos fibroblastos, da hidratação e da espessura da pele. Com menos estrogénio, a pele fica mais fina, seca e menos elástica”, explica a dermatologista.

Desta forma, as mulheres podem perder até 30% da produção normal de colagénio nos primeiros cinco anos da menopausa. Depois disso, poderá cair à volta de 2% por ano. São claros os sinais de que a produção já não é a mesma com o passar dos anos.

Entre alguns dos sintomas estão a flacidez, as rugas mais marcadas, a pele mais fina e seca e até a redução da capacidade de cicatrização. Nem só na pele podem ser visíveis estes sinais. Os cabelos e as unhas também acabam por sofrer. “Nem tudo depende apenas do colagénio. Há influência conjunta da idade, genética, da nutrição e do estilo de vida.

Como proteger o colagénio depois dos 50

A verdade é que pode não se possível impedir por completo a perda natural de colagénio. Ainda assim, a alimentação poderá ajudar a retardar alguns dos efeitos visíveis na sua pele. “A alimentação pode ajudar a minimizar os impactos da perda de colagénio durante a menopausa ao fornecer os nutrientes necessários para a produção e manutenção. Uma alimentação rica em proteínas de boa qualidade, vitamina C, zinco e antioxidantes contribui para a formação e proteção das fibras de colagénio”, continua.

Desta forma, poderá apostar em proteínas presentes em ovos, peixes, leite e derivados, carnes, frutas críticas, kiwi, morango, sementes e leguminosas. São tudo opções que podem ainda ajudar a combater processos inflamatórios e o stress oxidativo.

Além da alimentação, existem hábitos diários que acabam por ter algum efeito na produção de colagénio. É o caso do consumo excessivo de açúcar, bebidas alcoólicas, tabaco e exposição solar. São fatores que podem acelerar o envelhecimento da pele e de outros tecidos do corpo.


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