“A ser pessoa era acusada de homicídio”. ChatGPT investigado por tiroteio
Escrito por Crioula Fm em 24 de Abril, 2026
O procurador-geral da Flórida lançou uma investigação ao ChatGPT e à Open AI, por ter, alegadamente, ajudado um jovem a levar a cabo um tiroteio numa universidade que resultou em duas mortes.
O procurador-geral da Flórida, nos Estados Unidos, lançou uma investigação criminal ao ChatGPT e ao seu proprietário, a Open AI, por suspeitas de ter ajudado um jovem a levar a cabo um tiroteio que matou duas pessoas no ano passado.
Foi em abril do ano passado, que Phoenix Inker, na altura com 20 anos, entrou na Universidade Estatal da Flórida e abriu fogo contra os seus colegas. A polícia conseguiu travá-lo, atingindo-o, e foi preciso levar o jovem para o hospital. Encontra-se, neste momento, acusado de vários crimes de homicídio e de tentativa de homicídio.
Segundo a Sky News, o procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, foi realizada uma análise preliminar aos registos de conversas entre o ChatGPT e o atirador. Lá, encontraram indícios de que a ferramenta de Inteligência Artificial (IA) terá aconselhado Inker, nomeadamente quanto ao tipo de arma que deveria usar.
“O chatbot aconselhou o atirador sobre o tipo de arma a usar, que munição pertencia a que arma, e sobre se uma arma seria ou não útil a curto alcance”, enumerou Uthmeier. “Se estivesse uma pessoa do outro lado daquele ecrã, podíamos acusá-la de homicídio”, acrescentou.
A investigação pretende determinar se a “OpenAI tem responsabilidade criminal nas ações do ChatGPT quanto ao tiroteio”. Para isso, a procuradoria já intimou a empresa tecnológica a apresentar todas as informações e registos que tem sobre o caso.
Um representante da OpenAI defendeu que a empresa não tinha qualquer responsabilização no incidente, alegando que o ChatGPT se limitou a responder factualmente às questões apresentadas.
“Neste caso, o ChatGPT apresentou respostas factuais às questões apresentadas com informação que pode ser facilmente encontrada em fontes públicas na Internet e não encorajou nem promoveu atividades ilegais ou prejudiciais”, afirmou o porta-voz.
Se condenado, Phoenix Inker pode enfrentar a pena de morte pelo assassinato de dois dos seus colegas e a tentativa de homicídio de vários outros.