Mulher saudável recebe indemnização após cirurgia a tumor (que não tinha)

Escrito por em 22 de Abril, 2026

Uma mulher vai receber uma indemnização de 91 mil euros depois de ter sido submetida a uma cirurgia para remover um tumor que, na verdade não tinha. O caso remonta ao ano de 2023 e tudo aconteceu devido a um erro no rótulo de uma amostra. A paciente referiu ter ficado com “sequelas funcionais e danos estéticos”.

Uma mulher vai receber uma indemnização de 91 mil euros depois de ter sido submetida a uma cirurgia no hospital público de Valência, em Espanha, para remover um tumor que, na verdade não tinha. O caso remonta ao ano de 2023 e tudo aconteceu devido a um erro no rótulo de uma amostra.

Aos 55 anos, um erro mudou a vida de uma mulher valenciana, quando recebeu a notícia de que tinha um tumor. Devido à gravidade, a utente foi submetida a uma cirurgia complexa chamada pancreatoduodenectomia – ou cirurgia de Whipple – para remover parte do pâncreas, o duodeno (parte mais curta do intestino delgado), a vesícula biliar e parte do ducto biliar.

Seguira-se oito meses de recuperação que, para a mulher, foram um calvário, conta a Telecinco.

No entanto, tudo foi em vão, uma vez que a mulher era saudável até então. As consequências da cirurgia deixaram marcas não só físicas, mas também mentais.

Devido à cirurgia, a mulher ficou com problemas da função exócrina do pâncreas, que é essencial para a digestão. No fundo, após a operação, o pâncreas deixou de funcionar corretamente.

Mas, não fica por aqui. Depois da cirurgia de Whipple, a visada foi ainda submetida a uma nova operação: uma jejunostomia, que serve para criar uma ligação entre as duas extremidades do intestino delgado. O processo cirúrgico foi ainda complementado com uma gastrectomia parcial que remove mais de metade do estômago e o une ao intestino delgado.

Após ter conhecimento do erro, a mulher pediu uma indemnização de 300 mil euros, mas o Conselho Jurídico Consultivo da Catalunha decidiu apenas parcialmente a favor e, por isso, a indemnização foi de 91.000 euros.

A Comissão de Avaliação de Danos Corporais, um órgão do ministério da Saúde espanhol, confirmou que a paciente ficou com sequelas como pequenas cicatrizes abdominais, lesão corporal grave devido ao internamento de 24 dias e lesão física moderado por ter precisado de 246 dias de recuperação.

Já a mulher referiu que a cirurgia causou-lhe “sequelas funcionais, danos estéticos moderados e perda de qualidade de vida”, tendo em conta também que, devido a tudo o que passou, precisou de ficar de baixa médica, ficando impossibilitada de regressar ao trabalho por causa de um erro no rótulo de uma amostra e de uma cirurgia que não precisava.


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