Fartos? GenZ’s estão a trocar smartphones da moda por telemóveis antigos

Escrito por em 20 de Abril, 2026

Nasceram com a tecnologia como um dado certo. Agora, dizem-se cansados de estar sempre online e estão a optar por dispositivos tecnológicos mais simples e antigos.

Nasceram e cresceram com a tecnologia como um dado certo. Porém, agora, estão a desfazer-se de tudo o que é o último grito da moda em termos de tecnologias, em busca de dispositivos mais retro.

Referimo-nos a todos os que nasceram entre 1997 e 2002 e que fazem parte da conhecida Geração Z.

Nasceram sem saber o que é viver sem telemóveis, internet ou computadores. Porém, agora estão a trocar os smartphones elegantes e as aplicações baseadas em algoritmos por telemóveis vintage, iPods, câmaras digitais e até máquinas de escrever. Segundo o NY Post, estão em busca de uma vida menos conectada e mais simples. Aqueles que são pais, estão a fazer o mesmo aos seus filhos, dando-lhes dispositivos mais arcaicos adiando o vício pelo digital e tentando preservar a sua vida familiar.

Casos concretos

Um desses casos é o de Sonya Saydakova, uma estudante da Universidade de Nova Iorque, que decidiu, no ano passado, trocar o seu iPhone por um Nokia 2780.

“É um sentimento inexplicável o de nos sentirmos desconectados  e sem estarmos constantemente disponíveis”, afirma  mulher de 23 anos.

Segundo relata, decidiu comprar uma máquina digital e um leitor de CD e desistiu da sua conta no Spotify. Decidiu também começar a pedir indicações ao invés de usar o Google Maps, defendendo que as interações com as pessoas nas ruas têm enriquecido a sua vida.

“Estamos num ponto de rutura e as pessoas estão literalmente a ficar fartas”, afirma, revelando que passar menos tempo em frente ao ecrã fê-la sentir-se mais livre, focada e feliz.

Alex Becker, de 34 anos, e mãe de dois filhos, está na mesma linha de Sonya, afirmando que a sua prioridade é manter as crianças afastadas das tecnologias, para que possam viver “alegria da infância”.

“Assim que as crianças recebem estes dispositivos, a inocência da infância desaparece”, afirma, baseando-se nas histórias de outros pais, com filhos mais velhos que passam horas no Instagram e no Snapchat, com acesso a conteúdos impróprios para a sua idade.

É o caso por exemplo de Reich que, ciente de que a sua juventude se perdeu atrás do ecrã de um telemovel, decidiu, no ano passado, trocar o seu iPhone por um telemóvel mais simples.

“Não desenvolvi passatempos normais”, afirma a mulher que teve o seu primeiro telemóvel aos 9 anos  e que decidiu mudar de vida depois de ter lido um estudo que dava conta dos efeitos nocivos que isso tinha no cérebro.

Vem aí “mudança cultural”

Segundo Amanda Michel, diretora de marketing nos EUA da Backmarket, um mercado online de eletrónica recondicionada, esta alterações nos hábitos das pessoas faz parte de uma “mudança cultural mais ampla, afastando-se da conectividade constante” e da “sobrecarga digital”.

A empresária afirma que se está a registar um “renovado interesse em dispositivos mais antigos e simples”, com os consumidores a adquirirem iPods sem Wi-Fi, leitores de MP3, consolas de jogos vintage, câmaras portáteis, entre outros.

Em 2025, o eBay registou também  “sinais claros de um interesse crescente em dispositivos de música antigos, como iPods e outros aparelhos de audição offline”, refere um porta-voz da empresa.

Segundo o NY Post, há agora uma vontade de voltar atrás e recuperar todas as memórias e hábitos perdidos. “Costumávamos acordar, ver as nossas mães e tomar o pequeno-almoço”. Agora, acordamos e vamos a correr para os nossos telmóveis”, lamenta outra das vozes ouvidas por esta publicação.


Opnião dos Leitores

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com *



Faixa Atual

Título

Artista

Background