Dinamarca pede a funcionários do governo que desativem Bluetooth
Escrito por Crioula Fm em 1 de Maio, 2022
Com a escala de tensões com os EUA devido à Gronelândia, a Dinamarca pede a funcionários do governo e elementos das forças da autoridade que desativem o Bluetooth. A medida é uma tentativa de prevenir possíveis ciberataques.
Os últimos dias têm sido marcados pelo escalar de tensões entre os EUA e a Dinamarca em relação à Groenlândia e, de acordo com o Le Parisien, parece que o país europeu está disposto a tomar medidas preventivas para reforçar a sua segurança digital.
Conta a publicação que as autoridades dinamarquesas emitiram um aviso para que os elementos das forças de segurança e oficiais das agências governamentais não ativem o Bluetooth dos telemóveis, evitem usar auriculares sem fios – como AirPods – e outros dispositivos que tirem partido desta tecnologia de ligação sem fios no exercício das suas funções.
O departamento de cibersegurança da polícia dinamarquesa partilhou até um comunicado com os órgãos de comunicação social do país onde dá conta desta recomendação de “desativar o Bluetooth de telemóveis, tablets, computadores e outros dispositivos similares como parte do seu trabalho, seja profissional ou pessoal, até que seja decretado o contrário”.
Fica assim claro que, no âmbito das tensões com os EUA, a Dinamarca teme que os seus oficiais governamentais sejam alvo de ciberataques e que, desta forma, interceptam fluxos de dados e comunicação – o que pode comprometer informação considerada crítica.
Dinamarca defende presença da NATO da Gronelândia
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, defendeu esta terça-feira, dia 20, que a solução para a segurança da Gronelândia poderia ser uma presença permanente da NATO, ao estilo dos países bálticos, afirmando que Copenhaga fez esse pedido à Aliança Atlântica.
“O que propusemos através da NATO é uma presença mais permanente na Gronelândia e arredores”, disse, em declarações reportadas pela agência Ritzau, após uma sessão de escrutínio parlamentar em Copenhaga.
A proposta é inspirada no trabalho da aliança na região do Mar Báltico, onde as tropas da NATO estão permanentemente estacionadas na Estónia, Letónia e Lituânia e também cooperam na vigilância marítima através da missão chamada “Baltic Sentinel”.